Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010
Terça-feira, Janeiro 26, 2010
Materialidade e formalidade constitucional
SOBERANIA POPULAR versus NACIONAL
A monarquia tradicional assenta numa estrutura orgânica, uma ORDEM que lhe é imanente: a ordem, as hierarquias, a autoridade, a OBEDIÊNCIA, a família, O PAI, O ESTADO e o REI…
Claro que numa Monarquia Constitucional, não se pode dizer que o Soberano é o POVO…pois só na República é que pode o povo mandar…Por isso a Ideia de Estado aparece como tábua de salvação da ORDEM monárquica…Não sendo já o Rei o senhor absoluto, escuda-se a sua soberania nas instituições estaduais…E assim escudam-se os republicanos, numa monarquia constitucional, nos poderes que atribuem ao primeiro ministro e ao governo que pretendem sob o controle do parlamento….Daí o Parlamentarismo Constitucional Monárquico para tirar os poderes ao Monarca…ao Rei!!!
A futura constituição angolana. Tal como está redigida arrisca-se a não passar de uma Constituição Semântica ou seja como a define Canotilho “ uma formalização exterior da situação do poder político existente” ou seja, dos detentores de facto do poder..
E assim sendo, dizemos nós, sendo atípica, porque Angola não é uma monarquia constitucional, mas sim uma Republica – que quer dizer COISA PUBLICA – coisa do Povo - , a nova constituição, porque também é semântica esgota-se nos limites de qualquer auscultação popular ou golpe de estado…sendo ambos de cariz institucional, parlamentar, ou popular…
Explicitando: O Presidente da República pode ser “ in extremis” objecto de “ inpiechement”.Ou seja “expulso pelo povo democraticamente representado no parlamento” … Ou pelos parlamentares que tenham poder representativo suficiente par alterarem a constituição…Ou por eleições antecipadas, caso o parlamento se demita em bloco… é caso para dizer popularmente” rei morto rei posto….!!!” Porque a constituição material esvai-se nas constituições semânticas e o Estado extingue-se com o” golpe” seja ele “palaciano” seja “sanguinolento” ou “com o poder caído nas ruas”…
E tudo isto por uma simples razão:
É que estas constituições, mesmo as atípicas, são concebidas para monarquias, onde o poder ou pilar de uma Nação não é o seu Povo, mas o seu Rei e os seus sucessores nobiliárquicos, príncipes. Duques e demais Família Real… deposto um rei outro de igual linhagem sanguínea se lhe sucede…
Não pode ser o mesmo numa Republica…quer dizer…Pode mas não deve…é a voz da história que nos diz que não…!!! Será?
Renato Gomes Pereira
Segunda-feira, Janeiro 18, 2010
Quarta-feira, Janeiro 06, 2010
Sexta-feira, Janeiro 01, 2010
NEGRITUDE
ANGOLANO (Albano Neves e Sousa)
Ser angolano é meu fado, é meu castigo
Branco eu sou e pois já não consigo
mudar jamais de cor ou condição...
Mas, será que tem cor o coração?
Ser africano não é questão de cor
é sentimento, vocação, talvez amor.
Não é questão nem mesmo de bandeiras
de língua, de costumes ou maneiras...
A questão é de dentro, é sentimento
e nas parecenças de outras terras
longe das disputas e das guerras
encontro na distância esquecimento!
Quarta-feira, Dezembro 16, 2009
Cavalgadas, cavalgaduras e animais de carga…
Imaginem como seria há largos séculos atrás cavalgar a toda asela por esse mundo fora… Não havia postos de abastecimento de combustivel, nem oficinas, nem auto reboques…quando muito de onde em onde haveria um ferreiro, que sabia colocar ferraduras em cavalos,e um ou outro agricultor que disponibilizava palha e água para os cavalos… Fora isso só encontrava ,ferreiros, agua e palha nas estalagens e albergarias…
Eram assim como que hoteis de cinco estrelas da alturas as estalagens…e as Albergarias seriam como que um local de dormidas não classificado e quando muito forçada a comparação a hoteis de duas ou três estrelas…
Estou apenas falando de cavalos e cavaleiros, as diligências e as carruagens eram como que os aviões particulares e as limusines do nosso tempo…E quem não tinha nem cavalos, nem burros nem bois ,nem vacas viajav a pé como caminheiro e era muito bom para a saúde…e para os animais também claro…
A carga toda era transportada às costas, em carros de bois, e quando muito por barco, rio ou mar… Não havia caminhos de ferro, nem Tgvs!!! Podem perceber o que é transportar sacos de farinha ou antes disso o milho para o moinho ou azenha moerem…
Tudo isso gerava um sem número de profissões e actividades…que são sinais dos tempos…umas acabaram outras transformaram-se…
SE Pudessemos . aplicar o Iva a tudo isso e o pagamento por conta, o IRS, o IRC, O imposto de selo, o imposto de circulação,imposto sobre os combustiveis, etc,etc, imaginem como o fisco seria excedentário em receitas, mas provávelmente nenhum de nós existiria já pois tinha sido extinta a especie por ter sido há muito sugada até ao tutano!!!
Percebo bem, por isso, a angustia de JOE , O Canalizador,(plumber) na ultima campanha eleitoral dos States que acabou por eleger Obama como seu presidente…
PORTANTO esta coisa da “politica fiscal” tem que respeitar a ecologia…
E a propósito de Ecologia: digam a Mugabe e aos outros Ditadores Africanos, que os “ pobres dos paises mais desenvolvidos es tão fartos de fazer doações e concessões para enriquecer ainda mais os ricos dos paises pobres” apud o meu patricio luso-angolano o Jornalista Orlando Castro
Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
Segunda-feira, Novembro 30, 2009
Sábado, Novembro 28, 2009
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Terça-feira, Outubro 20, 2009
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Sábado, Outubro 10, 2009
Sexta-feira, Outubro 09, 2009
Quinta-feira, Outubro 08, 2009
Carlos Alberto Contreiras Gouveia
PROTO-CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA de ANGOLA
http://partidorepublicanodeangola.blogspot.com/ PREA
Blogger: Perfil do usuário: Carlos Alberto Contreiras Gouveia
Este Angolano Pediu recentemente
Asilo Politico em Espanha…
Terça-feira, Outubro 06, 2009
O mercado foi nosso…
MUDANÇA , MUDANÇA
por José Costa
Assunto: O Mercado foi nosso...
Obrigado a toda esta equipa fantástica.
Vamos em frente,
Temos umas eleições para ganhar!
...por 100 anos que viva não me esquecerei da imagem que hoje retive na nossa visita ao mercado:
a comitiva do psd, cabisbaixa e silenciosa, a passar no mercado que em peso gritava: "Mudança! Mudança!"
Sábado, Outubro 03, 2009
Liberdade no feminino
A LIBERDADE E O SER LIVRE
A Mulher Liberta não é escrava de si,
nem dos outros…
A Mulher Livre não oprime, nem se exibe
é-o na imanência do ser humano em que vive
a sua alma..
Muitas Mulheres Femininistas, acorrentam-se
na ideia de que querem a liberdade e a igualdade…
Nessa busca do além e do aquém, em golpes de asa,
Ferem-se e ferem tudo o que as rodeia e as protege e apoia
Nesse esvoaçar frenético matam os seus rebentos…
Tolhem a sua natureza de mães e de esposas,
De educadoras e de modelo de virtudes,
Coragem e humildade…
A Mulher Liberta vive com os outros, semeia e colhe,
Gera e regenera, renova e cria, dócil e meiga,
serena e humilde, na sua força de mãe e de mulher…
A Mulher Livre, não é apenas mulher,
mas sim algo de material e imaterial ,
é fonte, é caminho e é fim em si mesmo…
A mulher livre não é femininista…
N´gola Gomes
Argivai, 03.10.2009
(in “poesia incontinente”)
Sexta-feira, Outubro 02, 2009
Quinta-feira, Outubro 01, 2009
O BLOG do José Milhazes e o seu livro
http://darussia.blogspot.com
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Convite para lançamento de meu livro sobre Angola
"O enfoque deste livro, como o próprio título sugere, é uma tentativa, ensaiada pela primeira vez, de colocar em perspectiva uma série de questões altamente contro-versas, e em grande parte desconhecidas, sobre um passado ainda envolto em secretismo: o expansionismo militar soviético na África Austral, mais propriamente em Angola. Para tal, o autor acedeu a documentação dos arquivos russos e entrevistou veteranos de guerra, bem como altas personalidades da política soviética. O presente volume oferece, assim, uma ampla gama de ma-térias para todos quantos se interessam pela ingerência soviética em Angola e até no Golfo da Guiné. Toda a sua estrutura se ampara, do princípio ao fim, em fontes russas, trazendo ao conhecimento dos leitores de língua portuguesa um debate que, pouco a pouco, apesar do difícil acesso às fontes, começa a despontar no firma-mento das preocupações da intelligentsia russa e a dar os primeiros frutos: o de saber até que ponto a interven-ção em África, ditada por objectivos geopolíticos e expansionistas, respondeu efectivamente aos interesses globais do Estado russo e quais as causas do seu fracasso".
O lançamento terá lugar na livraria Círculo das Letras, na rua Augusto Gil, 15B, em Lisboa (entre a Av. de Roma e o Campo Pequeno), no dia 9, pelas 18h30.
Caros leitores, serão bem-vindos.
Publicada por Jose Milhazes em 21:13
Terça-feira, Setembro 29, 2009
Sábado, Setembro 26, 2009
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
Domingo, Setembro 13, 2009
argivai-online
ATAQUES AOS BLOGUES
Ataques aos blogues
O nosso blog argivai-online foi alvo de um ataque esta madrugada 13 de Setembro…
Felizmente conseguimos recuperar a sua configuração inicial, com a ajuda do sistema e dados gravados…
… Não sabemos qual o gozo que dá estragar o trabalho dos outros, mas não queremos acreditar que se trate de hackers ou bloggers ou similares, pois não vemos motivo para o fazerem…
Claro que O MOVIMENTO BLOGUER á escala planetária afronta com os ditadorzinhos locais, os ditadores regionais, os ditadores nacionais e os ditadores internacionais…e cada vez mais se substitui á imprensa tradicional e se furta à censura económica que hoje é apanágio dos grandes massmédia…
Mas nós não nos julgamos assim tão importantes…
Atribuimos o facto a alguma “mosca varejeira” que entrou acidentalmente nos nossos circuitos, provinda de uma qualquer “lixeira” repleta de acidez citrica em fase de transformação biodegradante, ou reciclável….
Sábado, Setembro 05, 2009
SUMO DE LIMÃO COM MARACUJÁ E MORANGO
Quarta-feira, Setembro 02, 2009
Sábado, Agosto 29, 2009
SUB-RECTUS insultuoso
A “Cosmética Politica”,chama-se a mordaçar
de consciências…Claro que algo cheira muito mal
no interior dos partidos, de “todos eles”…
com maior ou menor democracia interna…
O Legislador não se soube impor e normativizar
adequadamente , não só na limitação dos mandatos
que assume particular aquidade a nível autárquico…
Quando quer o legislador adequa o normativo á aplicabilidade
imediada da lei…não foi o caso da lei da limitação dos mandatos…
Claro que não estou aqui acondenar ninguém dos candidatos
ou eleitos locais, que continuam a candidatar-se…
Se fosse vivo, Salazar tambem poderia o fazer,
se o excesso de idade o não proibisse…
Mas se um candidato a Presidente da republica não pode ter um terceiro e
um quarto mandato consecutivo, mas apenas intercalar esses mandatos
porque razão esse principo de “defeso” politico não é igualmente aplicável
aos demais cargos politicos de candidatura e eleição directa por sufrágio universal?
E já agora porque não pode cada eleitor votar nos candidatos autárquicos propostos
nominalmente enão por listas…É que o antónio x , último da lista do partido w
pode até ser melhor aos olhos de cada eleitor nessa lista para presidente ou
deputado do que aquela “avantesma”(passe a expressão…)
que o partido “vai-se lá saber porquê”
escolheu para cabeça de lista…
Claro que comportamentos desses
( E é muito dificil aos partidos elaboral listas de candidatos,e
internamente é um martirio para quem tem esse
honrosos dever dentro da máquinas partidárias…)
não deixam de ser subreptciamente insultuosos
para os eleitores votantes que não podem escolher
o prato que vão provar, mas apenas podem comer
o prato que lhes apresentam. a mais das vezes nada apetecível…
ou as “coisas” mudam rápidamente ou..não sendo o voto obrigatório
cada vez mais o Reino se despovoará em dia de eleições
e os abstensus serão a maioria efectiva…
Domingo, Agosto 23, 2009
Sábado, Agosto 22, 2009
DESPORTO CONCELHIO
C.C.C. O Comité Concelhio de Colectividades
PPATL – plano de promoção de atletismo
e outros planos….
O Comité Concelhio de Colectividades, surgiu na sequência de reuniões informais ente associações que participavam de iniciativas desportivas, recreativas e culturais á escala do concelho e que se não reviam na Organização do Futebol Popular pois dispunham de outras modalidades quer desportivas quer culturais, entre elas o Ténis de mesa e o atletismo, par além do folclore, teatro e outras…além de que também não se sentiam á vontade comos termos ém que lhe era apresentado o auto intitulado “futebol popular”, nomeadamente as arbitragens e as pesadas multas que levavam grande parte dos subsidios obtinos diurante os anos…
No entanto e apesar dos “esforçados” esforços colectivos nunca conseguiu medrar no concelho uma “federação concelhia de colectividades que albergasse outras actividades que não o futebol…
E nesse sentido o Futebol Concelhio, em virtude da sua forma organizacional acritica e autoorganizada à margem do controle colectivo total das associações a que se dirige tem sido castrador do desenvolvimento harmonioso e popular de outras actividades quer culturais quer desportivas, para onde muitas associações do concelho estão mais vocacionadas, além de que sendo perdominante a profusão de grupos de futebol nas areas populosas citadinas-mormente a freguesia da Póvoa de Varzim, forçam as outras freguesias que dispõem de campos de futebol e instalações próprias ou cedidas a partilhar com aqueles os seus espaços, causando perturbação, sobre utilização e até prejuizos vários ás associações das freguesias, não permitindo o seu desenvolvimento mais pacifico e harmonioso…
Meritório tem sido porém o esforço a associação de futebol que gere o interfreguesias, no estrito sentido do desenvolvimento da modalidade a que se refere, embora se possam apresentar algumas ineficiências mais resultantes dos intervemnientes da referida modalidade (dirigentes, arbitros, jogadores, e publicos)do que do ponto de vista organizacional e logistico…
Meritório também o trabalho da entidade que gere o Atletismo popular e o Ténis de Mesa popular…
Acreditamos e sabemos que o Pelouro do Desporto da Póvoa de Varzim ao longo de muitos anos tem vindo a desenvolver um vasto trabalho, de cuja génese nós aqui hoje criticos também fizemos parte…nõa pactuando contudo como apoio a infra estruturas de carácter profissional quer no ãmbito recreativo quer desportivo por entendermos- que o profissional do desporto- não deve ser apoiado pelas verbas desportivas mas sim por aquelas que sejam destinadas ao espectáculo, ao exemplo do teatro profissional, do cinemaprofissional e da tauromaquia…
Terça-feira, Agosto 18, 2009
Domingo, Agosto 16, 2009
Quinta-feira, Agosto 06, 2009
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
Terça-feira, Agosto 04, 2009
Sábado, Agosto 01, 2009
A PARÁBOLA DO MARACUJÁ
A parábola do maracujá cabe aqui perfeitamente...
Num pé de maracujá está um maracujá - se tivesse consciência o maracujá sabia que existia...
Passa o 1º homem e olha para o pé de maracujá e como este está coberto por folhas atendendo ao ângulo por onde espreita não o vê...
Passa o 2º homem e vê um maracujá...
Encontram-se mais adiante e falam do pé de maracujá e teimam entre si que não existe nenhum maracujá nele, e que existe pelo menos um maracujá nele...
Um 3º homem, que escuta a teima/discussão vai ao pé de maracujá e colhe o maracujá e vem a dirigir-se para o grupo para assim acabar a discussão.
Entretanto, o 1º e o 2º homem concordam em regressar ao pé de maracujá para confirmar quem tem razão...
O 2º homem face á ausencia de qualquer maracujá no pé de maracujá rende-se à evidência de que no pé de maracujá não existe maracujá nenhum e dá razão ao seu adversário...
Cruzam-se de seguida com o 3 ºhomem, que lhes mostra o maracujá colhido entretanto daquele pé de maracujá e nem o 1º, nem o 2º homem, acreditam que aquele maracujá que ele tem na mão tenha sido entretanto colhida daquele pé de maracujá...
moral da história:
quem diz a verdade passa muitas vezes por mentiroso...
Quinta-feira, Julho 30, 2009
Sábado, Julho 18, 2009
Quinta-feira, Julho 16, 2009
Sexta-feira, Julho 10, 2009
Terça-feira, Julho 07, 2009
ENCONTRO com D. SEBASTIÃO
Encontro com D. Sebastião
As ondas baloiçam
no mar da Póvoa.
O mar enrola na areia
e tráz consigo uma caravela
Eis que chega D. Sebastião
O ETERNO RETORNADO.
Segue sempre em frente
na sua satisfação insatisfeita
Encontro-me com ele numa esquina:
- Que me queres Pá? Conheço-te de onde?
-Amigo sou SEBASTIÃO “o Desejado”..
-Tu ?! Não brinques comigo !!!
Chegou D. Sebastião barbado
e cabelo grande…
Chegou D. Sebastião mais parecido
no vestir e na forma com um hippy…
Se és D. Sebastião
se és meu amigo,
fala comigo!
Diz-me então porque voltaste!
Voltei porque a raposa matreira
me disse que aqui os rios cantavam
e que tudo nascia e não morria
como em eterma Primavera !
Sim és D. Sebastião.
Sonhas sempre! sonhas Sempre!
Serás sempre Jovem! sempre o Serás!
Agora Vê !Que vale sonhar Sebastião?
Sim dizes bem
que vale sonhar!
pois vale para acordarmos depois
e sentirmos como eu agora-triste
triste por ver que as pedras emagrecem
no desgastante andar dos famintos
pelas calçadas.
triste por ver que as folhas continuam
a envelhecer…
…que tudo morre…
…e nada chega a VIVER !!!
Póvoa de Varzim, 23 de Agosto de 1976
in” Poesia Incontinente- ngola gomes
renato gomes pereira “
Domingo, Julho 05, 2009
PARVOS e Trengos? Não …Ignorantes !!!
Claro que é por Ignorância… Só pode ser…
Por falta de Instrução…por Arrogância e por
por Renitência, não acreditamos?
Não ouvir a oposição…
votar em causa própria…
alienar património publico?
ameaçar os adversários?
insultar o público descontente?
demolir apressada e arbitráriamente
o objecto do abaixo assinado?
Quem tem medo do “lobo mau”?
Claro que é por ignorãncia !!!
Terça-feira, Junho 30, 2009
M U I T O G R O S S O: Rafeiros Politicos...
30 Setembro 2006
Rafeiros Politicos...
O Cão de Fila...
Desde já se avisa que este Blogue não
pertence a nenhuma organização politico-
partidária autárquica ou similar e muito
menos é porta-voz de qualquer de outros
interesses que não sejam os dos seus
ideários...que podem cherar muito mal
e saber bem pior...
A todos esses rafeiros politicos
alçamos a pata para mijar
nas perneiras e inundar os sapatos...
"Vivam os Direitos dos Animais,
não nos vendam e, nem se vendam!"
http://www.netcaca.pt/pag/art/declaracao_universal.htmPUBLICADO Por UNIVERSALEX @ Sábado, Setembro 30, 2006
Produced By PECUS MALTHUS "trade mark" Copyrights (apenas é permitida reprodução para fins ludico-educacionais)
Segunda-feira, Junho 22, 2009
CASOS DE TORTURA
Relatório denuncia casos de torturas em Angola
Segunda, 22 Junho 2009 00:48
“Os militares bateram-me
apertaram-me os testículos”
Londres – O governo de Angola devia pôr fim imediato à detenção ilegal e tortura de pessoas suspeitas de actividades rebeldes no enclave de Cabinda, província de Angola rica em petróleo, anunciou a Human Rights Watch num relatório publicado hoje.
No relatório de 29 páginas, “‘Puseram-me no Buraco’: Detenção Militar, Tortura, e Processo Injusto em Cabinda,” a Human Rights Watch reporta um padrão preocupante de violações dos direitos humanos praticadas pelas forças armadas angolanas e agentes dos serviços de inteligência. Entre Setembro de 2007 e Março de 2009, pelo menos 38 pessoas foram presas arbitrariamente pelos militares em Cabinda e acusadas de crimes contra a segurança do Estado. Muitos foram sujeitos a detenção incomunicável por longos períodos, tortura e tratamento cruel ou desumano em detenção militar e foram-lhes negados direitos a um processo justo.
“As Forças Armadas Angolanas estão a cometer graves violações dos direitos humanos em Cabinda,” afirmou Georgette Gagnon, Directora de África da Human Rights Watch. “As preocupações de Angola com a segurança não justificam a tortura de pessoas ou a negação dos seus mais básicos direitos.”
O relatório da Human Rights Watch baseia-se em entrevistas realizadas em primeira mão em Março de 2009 com 20 reclusos na prisão do Yabi, em Cabinda, assim como em documentos de processos judiciais e outras fontes. Muitos dos reclusos eram são oriundos de zonas rurais do interior de Cabinda e foram detidos durante rusgas militares que se seguiram a ataques armados atribuídos à Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), um movimento separatista de guerrilha. Eles foram mais tarde acusados de crimes contra a segurança do Estado por alegado envolvimento em ataques armados atribuídos aos separatistas.
Os reclusos relataram de forma coerente à Human Rights Watch os maus tratos sofridos sob detenção militar. Um deles afirmou, “Eles levaram-me amarrado para a unidade militar do Caio e puseram-me num buraco cheio de água. Fiquei ali 19 dias... Eu insistí que era inocente.” Outro recluso afirmou: “Os militares bateram-me, apertaram-me os testículos e a minha língua com uma pinça, avisando-mepara ‘dizer a verdade’. Eu gritei de dor.”
Documentos dos processos judiciais demonstram que confissões obtidas sob tortura foram utilizadas como prova durante os trâmites judiciais e que os advogados de defesa não tiveram acesso prévio a essas “provas”.
O governo devia abandonar todas as acusações produzidas contras cidadãos, que sejam baseadas em confissões obtidas ilegalmente, tais como as obtidas sob tortura, afirmou a Human Rights Watch. A tortura é proibida em qualquer momento pelas leis internacionais dos direitos humanos, e os padrões internacionais de processo justo proibem que confissões obtidas sob coerção sejam utilizadas como prova.
A Human Rights Watch apelou ao governo de Angola que garanta que as forças armadas transferem indivíduos detidos por crimes de segurança imediatamente para as autoridades civis competentes; que as condições de detenção estejam de acordo com os padrões internacionais para a detenção antes do julgamento; e que permita julgamentos atempados e imparciais. O governo devia investigar todas alegações de graves violações dos direitos humanos cometidas por militares e elementos dos serviços de segurança, e processar judicialmente alegados autores, disse a Human Rights Watch.
O relatório da Human Rights Watch fornece mais detalhes sobre o conhecido caso de Fernando Lelo, um antigo correspondente da Voz da América que foi condenado por crimes contra a segurança do Estado num julgamento injusto, em Setembro de 2008. O relatório também recorda casos que atraíram muito menos atenção pública e arriscam ser ignorados.
Com alguma prudência pode-se afirmar que há alguns sinais de melhoria: ao contrário de Lelo e dos soldados condenados com ele, os outros reclusos acusados de crimes contra a segurança do Estado serão julgados num tribunal civil. Em Maio de 2009, um juiz do tribunal civil de Cabinda absolveu quatro desses reclusos por falta de provas; o procurador de Cabinda apelou da sentença, que ainda está pendente.
“Uma absolvição por falta de provas é um sinal positivo, mas a menos que detidos torturados sejam indemnizados e os oficiais militares responsáveis sejam punidos, há poucas garantias contra futuros abusos,” afirmou Gagnon. “O governo de Angola devia rever rapidamente a sentença injusta de Lelo e os condenados com ele, garantir o pleno direito a um processo justo aos acusados de crimes contra a segurança do Estado, e indemnizar as vítimas de tortura.”
Um acordo de paz de 2006, assinado pelo governo de Angola e uma facção da guerrilha separatista procurou terminar formalmente o conflito armado em Cabinda, que existe desde a independência de Angola em 1975. O governo angolano afirma que a guerra em Cabinda terminou. Contudo, têm continuado ataques esporádicos contra as forças armadas e trabalhadores estrangeiros, e um grupo da FLEC ameaçou aumentar a suas actividades até o Campeonato Africano das Nações em 2010, que terá lugar também em Cabinda.
“‘Puseram-me no Buraco’: Detenção Militar, Tortura, e Processo Injusto em Cabinda” disponível em:
· Português: http://hrw.org/en/embargo/node/83881?signature=9d6e1cf6948a498234fbece3f6476a43&suid=6
Relatório disponível em: · Português: http://www.hrw.org/node/83882
· Inglês: http://www.hrw.org/node/83880
Para mais informação da Human Rights Watch sobre Angola, visite:
http://www.hrw.org/en/africa/angola
Fonte: HRW
CSexta-feira, Junho 12, 2009
ATLETISMO
O XXI Grande Prémio de S. Pedro
é organizado pelo Pelouro do Desporto
e pela
União Desportiva e Cultural de Argivai,
com a colaboração da Associação de Atletismo do Porto
e do Conselho Regional de Arbitragem.
No portal municipal está disponível mais informação sobre a prova,
nomeadamente os vários escalões previstos, os percursos
ou o valor das inscrições (caso se aplique ao escalão).
Os interessados podem também obter mais informações
junto do telefone 252 291 060.
Domingo, Maio 31, 2009
A indecência nas gasolineiras…
Antes de começar a subida dos preços do petróleo há mais de um ano,estando o barril a 70 dólares o preço da gasolina rondava os 120 escudos pouco mais de 60 cêntimos de euro… há quase um ano atingiu próximo dos 150 dólares o barril chegando o preço da gasolina aos cerca de duzentos e quarenta escudos ( o dobro…)ou seja 1,20 euros…
Agora, a gasolina custa mais de 1,20 euros e o barril de petróleo não chega aos 66 dólares,
ou seja menos de metade de há cerca de um ano e menos 4 dólares de antes de começar a subir…
![]()
Será que sou eu que não sei fazer contas, ou são as gasolineiras, gente indecente que nos esmifra os bolsos?
Sexta-feira, Maio 22, 2009
Terça-feira, Maio 12, 2009
RENATO's Site - RENATO's Blog
Não resisti a publicar esta fábula que o meu camarada e amigo Carlos coelho me enviou…
Conta-se que um grupo de pessoas tinha por hábito divertir-se com o idiota
da aldeia.
Um pobre coitado, pouco inteligente, que vivia de pequenos biscates e
esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam, e ofereciam-lhe à
escolha entre duas moedas: uma grande de 50 Cêntimos e outra mais pequena,
de 1 Euro.
Ele escolhia sempre a maior mas menos valiosa, o que era motivo da chacóta
de todos.
Certo dia, um do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido
que a moeda maior valia menos.
Resposta do tolo:
- Eu sei, ela vale duas vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a
brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.
Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:
1) Quem parece idiota, nem sempre é.
2) Quem eram os verdadeiros idiotas da história?
3) Se fores ganancioso, acabas por estragar a tua fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim o que realmente somos.
'O maior prazer de um homem inteligente é armar-se em idiota, diante de um
idiota que se arma em inteligente'. ( a esta frase meus amigos .... eu cá tiro o chapéu. BRAVO!)
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Quinta-feira, Abril 09, 2009
Quarta-feira, Abril 08, 2009
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Terça-feira, Março 31, 2009
AQUI vale a Verdade…e a Transparência !!!
CRUZES … CRUZEIROS…Velas e Luzeiros…Vales e Montes, Luas, Riachos, Rios e Ribeiros… Silvas, Carvalhos, Pereiras e Pinheiros…Aguas e Fontes, Vales e Montes, Pedras e Ar , Neve e Luar, Saraiva e Tempestade, Mar e Bonança, Fogo e Liberdade , Viva a Vida, Vida Viva, viva…Justiça !!!
Quinta-feira, Março 26, 2009
Quinta-feira, Março 19, 2009
Afirmo eu que sou Pereira
Cada dia que passa mais se afirma a Verdade indesmentível da realidade
deixando desarmados os políticos da situação e da oposição… O liberalismo económico, o intervencionismo estadual, A TEORIA DA CONVERGÊNCIA DOS SITEMAS SOCIALISTAS E CAPITALISTA..o falhanço redondo da terceira via de Tofler.. Tudo isto mostra que a Natureza é tal como sempre foi..Renasce em cada Primavera, numa dialéctica imutável, quase que numa contradição em harmonia…”Olhai os Lírios do campo…” Por isso se a banca está doente curai-a mas não a mantenham artificialmente viva.. se é incurável dai-lhe o tempo necessário par ir à falência , os bancos e os clubes de futebol não devem ser subvencionados…A subvenção e o subsidio perturbam a ecologia necessária a qualquer sistema económico…
Quarta-feira, Março 18, 2009
AS TAÇAS da UDCArgivai…

AS Taças da UDCARGIVAI foram com muito carinho e dedicação colocadas em prateleiras no Salão Social de Argivai . Lá estavam os prémios das entidades que deram origem pela fusão à União_ todos Juntos conforme o Acordo de Fusão em que foram também intervenientes a Junta de Freguesia de Argivai e a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.Tudo correu bem e até quem quer que nos visitasse era motivo de orgulho mostras tantas taças e troféus que causava no visitante admiração e respeito pela nossa Terra...Só que não há bela sem senão... Ninguém pediu autorização aos donos das taças ( os sócios da UDCA) nem sequer houve deliberação da Direcção para retirar as referidas taças...Mas uma qualquer intitulada Comissão de Comemorações da História de Argivai, porque queria fazer no Salão Social de Argivai uma exposição sobre "1050 Anos de História" achou por bem retirar toda aquela "parafernália" ( esquecendo que ali estavam representados mais de trinta anos -os últimos--da História de Argivai).para eles era urgente que se escondesse a Glória da UDCArgivai...Porque razão interpretem os leitores....MORAL DA HISTÒRIA--Jazem no meio do lixo, pó e demais humidade numa arrecadação sem sol suficiente e brilho, todas aquelas taças, troféus e demais prémios com muito suor conquistados pelos Atletas de Argivai em todas as modalidades...que para lá foram atirados por uma qualquer vontade obscura e inconfessada....
Estamos enganados? Quem as retirou que as ponha no lugar de onde nunca deveriam ter saído.. Pelo menos é essa a sua obrigação moral....
Domingo, Março 01, 2009
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
CONCORDAMOS PLENAMENTE .Excelência CARDEAL D.José Saraiva Martins
“O cardeal D. José Saraiva Martins considerou, terça-feira à noite, na Figueira da Foz, que a homossexualidade «não é normal» e que o casamento entre homossexuais não providencia uma educação normal a quem falta um pai e uma mãe.”
FONTE:
IOL Diário - «Palavras do senhor cardeal incentivam a homofobia»
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
Terça-feira, Janeiro 13, 2009
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
Terça-feira, Novembro 18, 2008
somewhere over the raibow...
somewhere over the raibow...
MACEDO VIEIRA e DANIEL BERNARDO
Entre castanhas de S. Martinho e "jovens" poveiros de terceira e quarta idade
anunciam que são politicos , que foram eleitos e não descartam que se proporão
novamente a sufrágio...
Daí que possa sériamente concluir que teremos novamente Macedo Vieira e Daniel Bernardo
como candidatos pelo Psd respectivamente para Presidente da Câmara e Presidente da Junta (desculpem - entenda-se cidadão da lista mais votada à assembleia de freguesia) da Póvoa de Varzim ...
Apenas um reparo ao Sr Dr Macedo Vieira, ao contrário da eleição para Presidente da Câmara Municipal, o cidadão eleitor não vota directamente para presidente da Junta de Freguesia, nem vota para Primeiro Ministro.. ambos são indigitádos por critérios mais ou menos objectiovos...mas tratam-se de eleições indirectas... Por isso seria mais representativo da vontade popular uma eleição directa para a presidência desses orgãos, ou então aboli-la pura e simplesmente deixando assim o presidente da Junta de ter assento e voto nas Assembleias municipais para o qual nem foi eleito,nem escolhido directa ou indirectamente pelo Povo...
Sábado, Novembro 15, 2008
SARAMAGO E OS OVOS

Sábado, Setembro 27, 2008
ingenuidade ou perfidia?
Não percebi... e estou atónito com a atitude e explicação do Kamarada João Saraiva actual secretário da Junta de Freguesia de Argivai, ao explicar que optou por criar a ARGEVADI -solidareidade social, and so on ou coisa que o valha, porque a Instituição de Utilidade Pública UNIÃO DESPORTIVA E CULTURAL DE ARGIVAI, não estava em condições de poder albergar os mesmos objectivos porque o sr Rogério Poço havia colocado a mesma em sérias dificuldades financeiras...e que ainda tentou mas não era possivel...
Ora Nós sabemos que isso é uma despregada mentira...e dissemos ao autor dessa inverdade que tivesse cuidado com as palavras , se não nos quiser ouvir coisas que nunca dissemos ainda...
É que o amigo e camarada Saraiva esquece-se que foi dirigente da referida e nobre instituição União Desportiva e Cultural de Argivai...Não havia necessidade de justificares tanto Kamarada... Ou se calhar no teu pensamento até havia.. e por isso o disseste...E como eu sei que isso não corresponde a nenhuma realidade e é pura invenção desculpatória fiquei ferido e sentido com o facto... Não ´que eu morra de amores pela UEA, que eles só não são laranjas porque os lugares laranjas já lá estão ocupados e alguns actuais laranjas foram outrora também UEAs...Só não espero que tu camarda saravia vires tambem laranja...pelo menos já pensas como eles.. e isso entristece-me muito...
---pensei que tinhas mesmo amadurecido com os teus erros ecom os dos outros...mas pelos vistos a ambição é maior... ----
Cada qual é como cada um....mas eu não gosto de hipocrisias...
E estas palavras são para ti e para todos os que quiserem ler
e perceber ... porque se escondem muitas verdades - sendo omitir também mentir...
e se revelam muitas mentiras...
mentir compensará politicamente?
creio que não!!!
um abraço socialista
Renato Pereira
http://jfargivai.com.sapo.pt/
P.S. : Pode-se fazer politica sem insultar os outros nem faltar à verdade... Todas as pessoas são livres de pertencerem as associações que quiserem e de regeitarem as que não querem.. Mas em Argivai
cerebral palsy attorneys
são contados pelos dedos os que não gostam da UDCARGIVAI
eu diria mais em todo o Concelho da Póvoa de Varzim e até em Vila do Conde, em todo o Norte de Portugal e até a Nivel Nacional e Internacional a UDCArgivai tem bom nome...muito por mérito da direcção do Rogério Poço e a sua equipa e não foi por acaso que foi elevada à condição de INSTITUIÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA...
Porque querem lançar na lama um nome que deu alma à Freguesia de Argivai?
Etiquetas: Argivai
PUBLICADO Por UNIVERSALEX @ Sexta-feira, Setembro 26, 2008 Produced By PECUS MALTHUS "trade mark" Copyrights (apenas é permitida reprodução para fins ludico-educacionais)
1GROSSOS
At Setembro 27, 2008 8:53 AM, CÁ FICO said...
Aceitamos as desculpas do João Saraiva, no sentido que manifestou hoje na manhã no Café Anjo em Argivai ...Mas isso não releva a imprecisão proferida pois o dano ao bom nome da UDCA e aos seus obreiros de todos os tempos ficou lá para todo o sempre...
Sábado, Setembro 20, 2008
Quarta-feira, Setembro 03, 2008
Terça-feira, Setembro 02, 2008
Quarta-feira, Julho 09, 2008
A. PEDRO RIBEIRO
"Todos nós somos labaredas provocadas pelo curto-circuito do Desejo."
a. pedro ribeiro é um poeta -libertário- surrealista...
E faz Poesia - dura- braba- séria...
que não cabe no caminho estreito de qualquer editora
ou qualquer catedrático castrador de ideais e personas...
pedroribeiro é poeta de e em vila do conde..
e já é mediático por seter assumido comocolabolador do "açaimado" blog povoaonline..
Visitem-no
Etiquetas: pedro ribeiro
"Todos nós somos labaredas provocadas pelo curto-circuito do Desejo."
a. pedro ribeiro é um poeta -libertário- surrealista...
E faz Poesia - dura- braba- séria...
que não cabe no caminho estreito de qualquer editora
ou qualquer catedrático castrador de ideais e personas...
pedroribeiro é poeta de e em vila do conde..
e já é mediático por seter assumido comocolabolador do "açaimado" blog povoaonline..
Visitem-no
Etiquetas: pedro ribeiro
Quinta-feira, Junho 26, 2008
Terça-feira, Junho 03, 2008
o bloqueio de 3 dias
CÁ FICO disse...
Não foi fácil... consegui não furar o bloqueio de 3 dias nos postos de abastecimento galp bp e repsol..Hoje qunado estava mesmo aflitinho já sem gota no depósitp fui à Total em vila do conde nas EN13 á rotunda para areia-arvore elá coloquei 14 litros de 95 s7 chumbo a 1.476€/litro...Três dias é muito tempo... O próxim o bloquei tem que ser em dias impares ou em dias pares....
Terça-feira, Junho 03, 2008
Quinta-feira, Maio 29, 2008
Segunda-feira, Maio 26, 2008
A REFORMA dos PIDES...
Caros camaradas...
Existem dois tipos de injustiças, que considero mais flagrantes:
Outras também são importantes...e pontualmente até mais graves mas que atingirão menor leque de cidadãos...
Houve toda uma geração que perdeu familias e bens no Ultramar...
Foram Pobres, nunca enriqueceram, e continuam pobres...
Mais pobres ainda em cada inverno...
Vivem de magras reformas...
Nunca foram funcionários públicos, nem assalariados de multinacionais, nem adidos...apenas trabalhadores incansaveis e explorados...
O país nunca lhes fez justiça...
Foram vitimas de todas as guerras e de todos os erros do Salazarismo...mas apesar disso foram desdenhosamente apelidados e insultados como "retornados"...
Deixaram , todos os seus bens, e familiares enterrados...
Foram incansáveis e apesar de tudo o que sofreram reconstruiram e frutificaram Portugal...pouco ou nada foram apoiados na sua esmagadora maioria...Mais apoios têm os agricultores vitimas das geadas...
A descolonização foi um desastre... Disso ninguém tem hoje dúvidas...
SERIA TEMPO de lhes restituir a Alma e a Dignidade...(Os Pides vivem debaixo de chorudas reformas...) e de lhes indemnizarem...
Toda a Europa já fez justiça aos seus ultramarinos...
De que estamos nós à espera?
UM abraço natalicio do Renato
da Póvoa de Varzim
Etiquetas: retornados
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Terça-feira, Maio 13, 2008
CÁ FICO said...
"O nosso único objectivo é servir as pessoas e não o de fazer obras à toa como alguns políticos tontos querem fazer crer".Ai é? Pois digo Sr Presidente também sou pessoa e habitante da Póvoa e a obra da avenida Mouzinho não me serve, mesmo sem veiculo movido a gaz propano liquidefeito (GPL)...Estava tudo muito melhor antes de começar a mandar deitar abaixo as arvores...Portanto Vc serve pessoas talvez mas muito poucas que sefazem servir de si e do poder que detem...seria optimo que servisse as pessoas todas que votaram em si...nesse caso seria um optimo presidnte..mas posso afiançar que a fazer obras ao estilo da Av. Mouzinho não está a servir as pessoas mas a servir-se delas para alimentar o seu alter ego...e adeixar que outros se sirvam de si e do poder que ocupa para esmifrar tostões e ganhar milhões nos estacionamentos aos seus eleitores e aos outros, quando o que V.ex.cia devia ter feito era construir siloautos gratuitos ( por exemplo requalificando a praça de touros...) de utilização gratuita quer para os residentes quer para os turistas que nos visitam...no verão...entenderam todos ou é preciso que vos faça um desenho?
10:20 AM
Domingo, Maio 04, 2008
Sexta-feira, Abril 25, 2008
Sexta-feira, Abril 11, 2008
Segunda-feira, Março 31, 2008
Terça-feira, Março 25, 2008
O Fisco INDISCRETO...
F I S CO I N D I S C R E T O
No meu casamento, que se realizou no dia ..., estiveram presentes 120 convidados: 89 adultos, 9 crianças e 2 bebés. A festa teve lugar na Quinta ... do meu padrinho Luís M. que me presenteou a boda ( as cópias dos talões do talho, da mercearia e da peixaria seguem em anexo).
A minha tia Alzira S., que é costureira, fez-me o vestido e não cobrou nadinha, mas gastei 60€ em tecidos, 34,5€ nas rendas e bordados e 18,75€ em linhas, botões e alfinetes. As meias e as ligas ficaram por 35€, conforme recibos que envio. O noivo usou o fato da Comunhão Solene com umas ligeiras alterações ( a Tia Alzira não cobrou nada).
O meu irmão foi o fotógrafo de serviço. Todas as fotografias foram enviadas aos convidados por e-mail , que imprimirão as que entenderem por sua conta.
Não foi alugada qualquer viatura. Eu fui na Charrete do Sr. José M., que andou comigo ao colo e é como um pai para mim. O Manuel ( o noivo) foi de mota: a mota dele que ainda está a acabar de pagar, conforme se comprova com documento.
As flores foram todas do jardim da minha avó Margarida e a minha prima Mariana F. que é uma moça muito prendada fez os arranjos.
A animação da festa esteve a cargo do irmão e dos primos do Manuel, que têm uma banda - os "Sempr'Abrir" que merecem ter sucesso.
Não pudemos aceitar nenhum dos presentes, uma vez que não vinham acompanhados dos recibos.
Os preservativos comprou-os o Manuel naquelas máquinas que estão longas horas ao Sol (porque é um rapaz muito introvertido), mas que não dão recibos, o que me permite escusar-me a revelar o seu número, não vá, daqui a alguns anos, lembrares-te de cobrar rectroactivamente uma taxa pelas que foram dadas na lua de mel.
Maria Julieta Silva Chibo
Manuel António Sousa Chibo
Sexta-feira, Março 21, 2008
Quarta-feira, Março 12, 2008
SER LIVRE
O que é ser livre...
ser livre é ser responsável, camarada, amigo do amigo...
ser livre é não complicar a vida dos outros--
ser livre é escutar, escutar, escutar, saber ouvir e calar...
Renato
Etiquetas: ser livre
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
Olha que eu sei...!!!
Etiquetas: sei sim
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
julgar ou pacificar?
A propósito dos Julgados de Paz
Começa a ser IRRITANTE a petulância de querer equiparar Pacificação a Justiça…
A “PAZ propagandeada “é uma coisa própria dos “cemitérios”… é o enterro…é varrer o Lixo para debaixo do Tapete!
Matar a “questão” não significa acabar com o problema que lhe deu origem…assim como “pacificar os povos” não significa a sua impossibilidade
de rebelião ou de indignação, ou pior ainda de renúncia à obediência à autoridade estabelecida…
A VERDADEIRA PAZ NÃO É DESTE MUNDO!
Julgar é tomar posição na questão! Dar a cada um o que é seu, significa tirar ao outro e dar ao seu verdadeiro senhor, quer o outro o aceite ou não!
Conciliar as partes, evitar o divorcio, negociar um acordo não é mediar o que quer que seja, mas antes estar por dentro de cada um imiscuir-se dentro do próprio de cada ser desavindo…FAZER JUSTIÇA é penetrar dentro de uns e de outros! Por isso é Impossível Pacificar Uns e Outros por sua própria vontade… a menos que se “mate” alguma coisa de cada um ou a ambos…!!!
Julgamentos de Paz é instalar o luto jurídico a torto e a direito…
Renato Pereira
Etiquetas: julgados de paz
Terça-feira, Dezembro 18, 2007
Sábado, Dezembro 15, 2007
DESCAMIZADOS
Os descamisados
http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=4950&Itemid=130
11-Dez-2007
... na construção do conceito de "descamisados" cabe muito mais do que a substância da pobreza. Os sem camisa são também todos aqueles que de forma cega mandataram alguém para que os representasse... Foi assim que a direita portuguesa, pela voz autorizada de um dos seus arautos, classificou os advogados que votaram no novo Bastonário.
Algures na década de 40, na magnífica cidade de Buenos Aires, uma multidão incendiada aguardava expectante, na Plaza de Mayo, o discurso de Perón.
O calor calcinava os corpos suados e um mar de homens, face à temperatura insuportável, tirou a camisa movendo-se em tronco nú.
Eva Perón, das janelas amplas da Casa Cor-de-rosa, com cirúrgica precisão, dirigiu-se aos manifestantes chamando-lhe "descamisados".
Assim ficaram conhecidos os pobres, os miseráveis, todos aqueles que num trágico equívoco histórico, tropeçaram e confiaram em Perón, o General que ficaria conhecido como o "Führer das Pampas".
Mas na construção do conceito de "descamisados" cabe muito mais do que a substância da pobreza. Os sem camisa são também todos aqueles que de forma cega mandataram alguém para que os representasse, assumindo-se menores, como plebe sem direitos, sem a consciência da sua força intrínseca, marchando ao som do discurso de improváveis promessas de melhores dias.
Foi assim que a direita portuguesa, pela voz autorizada de um dos seus arautos, classificou os advogados que votaram no novo Bastonário.
Esta Direita Portuguesa nunca aprendeu verdadeiramente as regras básicas da democracia. É aliás nessa área, e em muitas outras, portadora de um verdadeiro insucesso escolar. Medrosa face à mudança que intui ser-lhe desfavorável, põe o dedo no gatilho disparando cega em todas as direcções quando os ventos não sopram a favor enfunando-lhe as velas. Faz-lhe falta a tepidez e o conforto que a repressão cúmplice do anterior regime lhe emprestava. Faz-lhe falta o ritual da obediência e o discurso alinhado com o poder. Não prescinde dos cargos que lhe conferem visibilidade, pompa e circunstância. Ficou-lhe a arrogância como cicatriz de tempos áureos de conluios e harmonias construídas no privilégio, no silêncio, na engrenagem que ia trabalhando calamitosa para a maioria, mas funcionante e mecânica para uma minoria que se planeava como eterna.
Metendo-se como piolho por costura aí aparece ela, a Direita Portuguesa em tudo o que é negócio, em tudo o que confere força e autoridade, entricheirada na ética que ela própria edificou e teceu à sua medida, geometricamente plutocrática e excludente.
Os insultos de José Miguel Júdice ao novo Bastonário, a sua falta de respeito pelo resultado de uma eleição absolutamente democrática, a altivez quase patética com que olha para a maior parte dos habitantes deste território complexo que é a advocacia portuguesa, são a prova provada desta incapacidade da Direita, para respirar no Estado de Direito.
Contra Júdice tinha já sido instaurado um processo pela Ordem dos Advogados, por este ter afirmado que o Estado deveria consultar as três maiores sociedades de advogadas quando necessitasse de pareceres; nas três sociedades eleitas incluía-se obviamente aquela de que ele próprio é sócio.
Estatutariamente tinha 30 minutos para alegações de defesa. Afirmou que falaria o tempo que entendesse não admitindo limites.
Júdice e a direita em que geneticamente se inscreve, não gostam pois de limites, sejam eles estatutários ou fruto do exercício da democracia.
Por isso apelida o novo Bastonário de "Mussolini" antevendo a desgraça da Ordem num mandato que ainda se não iniciou.
Na estridência do discurso ouve-se o eco do piar de vozes antigas.
Alice Brito
Etiquetas: descamisados
Terça-feira, Dezembro 04, 2007
Terça-feira, Novembro 20, 2007
Sexta-feira, Agosto 24, 2007
DO TRIBALISMO AO MARXISMO AFRICANO
Do Tribalismo ao Marxismo Africano
“ A maldição é normalmente acompanhada por um acto mágico ou ritual através do qual se torna eficaz””..//.. Ainda em muitas sociedades africanas uma pessoa que é acusada, suspeita de feitiçaria ou doutro delito pode ser obrigada a recorrer ao juramento ou sujeitar-se ao ordálio , acreditando-se que se ela for culpada cairá doente e morrerá”...//.. O Africano não vê par além dos símbolos; se compreendesse o seu significado objectivo, eles perderiam o poder que têm sobre ele. Os valores místicos reflectem a importação geral dos elementos básicos da existência: a terra como fonte de vida.... a saúde física... a família como unidade procriadora fundamental, e assim por diante. Estes são os temas de tabus, observância e cerimónias...”
in Sistemas Políticos Africanos – M.Fortes –E E Evans-Pritchard
Os efeitos totais da dominação branca de África, sobre a organização política mística tradicional, não se fizeram sentir totalmente mantendo inalteradas as relações tribais embora diminuída consideravelmente a autoridade entre o chefe tribal e os seus
súbditos... Dai à rápida “ocidentalização” do africano e à sua “libertação do poder-autoridade tradicional foi um passo de gigante, tão repentino quanto mais a tecnologia e a Administração Colonial penetrou no espaço circundante do Dominio Tribal,e com ela um novo conceito de Justiça baseado em regras precisas e comportamentos claros, frontalmente opostos ao espirito místico africano... Mais.. do matriarcado tradicional passava-se para o individualismo e a “libertação” do ser masculino... A desarticulação familiar era inevitável à medida que cresciam as cidades para o interior da “selva africana”...O Feiticeiro cai no ridiculo face à eficácia do médico e dos medicamentos que este ministra... A Realidade suplanta o Mito! Mas a administração Colonial permitiu e desenvolveu o mito sobre o chefe tribal e o feiticeiro na medida e no limite de controlo que lhe interessava.... de modo a não permitir a existência de uma consciência de classe entre colonizados e colonizadores, antes mantendo a divisão tribal como factor necessário para a coesão do potentado colonial que a divisionista situação tribal assegurava eficazmente...O Folclore afro-etnico era assim a arma de dominação colonial, mais na colonização anglofona do que na francófona ou lusofona, onde a interpenetração cultural ente colonizados e colonizadores era mais evidente e frutifera, dada a não existência da xenofobia ou racismo larvar nos povos latinos onde os cruzamentos rácicos eram mais fáceis e frequentes...
A ultima fase da dominação branca e asiática sobre o tradicional africano vem sobre a capa ideológica do marxismo ou socialismo cientifico importado da China de Mao ou da Ex-Urss, numa pílula dourada de libertação do jugo colonial europeu , do esclavagismo e injustiça de classe ente colonizados e colonizadores. Apelando ao regresso às origens de Africa e ao mistico africano o Marxismo não pretende outra coisa senão o controlo e apropriação dos meios de produção do africano, para assim numa luta à escala mundial vencer o Capitalismo que asfixia o Camponês e o Trabalhador Industrial . E esta luta não é genuína do africano, mas mais uma vez um produto da civilização ocidental e centro europeia, importada para África sob a capa da Libertação, mas que pior que o napaln ou o desfolhante laranja leva à desagregação quer das estruturas coloniais quer do tradicionalismo tribal africano ,desarticulando o conceito tradicional de território e sentimento de pertença para levar ao extremo da deportação e até ao genocídio de massa...ou á clivagem irreversível da consciência nacionalista.
Renato G. Pereira -mandachuva
Etiquetas: africa, marxismo, tribalismo
Terça-feira, Julho 31, 2007

Por Renato Pereira
Se Jonas Savimbi não tivesse publicado “Angola a resistência em busca de uma nova nação”, não saberíamos hoje que segundo ele: “ O MPLA é um movimento que em Angola nunca criou raízes entre a população e nunca as há-de criar. O apoio do povo não se improvisa. O apoio do povo gera-se, cria-se através de uma comunicação perfeita entre a filosofia política e a vivência real das populações e através do sofrimento compartilhado entre os dirigentes e o seu próprio povo” ..retomando a questão do êxodo dos brancos, quero dizer que, no meu entender, ele não foi ocasionado pela sucessão dos acontecimentos ou pela falta de tempo par a educação das massas. Foi deliberadamente precipitado por Rosa Coutinho, que sabia bem que a única coisa que faltava ao MPLA ,nessa altura, para poder aguentar a administração, eram os brancos, que não tinham contudo nenhuma simpatia por aquele Partido. Por isso Rosa Coutinho fomentou atrocidades contra os brancos, para que eles se precipitassem para os portos e aeroportos e para os seus carros – em direcção ao Sudoeste Africano- deixando um vácuo que só o Mpla poderia preencher, graças ao envio apressado de Lisboa de quadros do Partido Comunista Português para reforçarem a sua posição. Foi essa a razão fundamental do êxodo dos brancos. Habituados á acalmia colonial, os brancos não conseguiram encontrar o equilíbrio para tentar resistir. A guerra de libertação decorrera nas zonas pouco povoadas por eles, no Leste do país, na fronteira com o Zaire, e na fronteira entre Cabinda e o Congo-Brazzaville. As zonas mais povoadas depopulação de origem europeia tinham ficado ao abrigo da luta armada”. “ houve quem me perguntasse o que se teria passado se a população europeia tivesse ficado em massa em Angola ao lado da UNITA. Penso que nada se teria passado, que a luta teria continuado. Não creio que os cubanos não avançassem por esse facto. Pelo contrário. Interessar-se-iam por fazer propaganda entre essas populações...” “Alguns brancos ficaram em Angola, nas zonas da Unita. Nas aldeias e nas Forças Armadas. Não sefala deles porque são do mais simples: são na sua maior parte analfabetos; são aqueles que realmente se identificaram com Angola e ao mesmo nível que a maioria da população local...Mas porque são de condição social inferior, ninguém, lá fora, se interessa pelos seus actos de coragem, de identificação à Causa angolana.
SE “ o mais velho não tivesse passado a escrito o seu pensamento” podia-se tentar alterar o seu sentido das palavras e dos actos... mas porque o fez, ninguém pode por na sua boca palavras que ele nunca disse...
Podia chamar-se racista a quem fala assim? Pode acusar-se a Unita de racista quando era o movimento independentista em quem os brancos mais confiavam? A Unita é hoje mais racista do que ontem o foi?
Foi a Unita quem mais lutou pela pluriracialidade da condição angolana, embora essa pareça ter sido amais importante batalha que perdeu, porque tardiamente iniciada.!!!
Sábado, Julho 21, 2007
Sexta-feira, Julho 20, 2007
OS JUIZES?
Prémio Nobel (leia-se nobel e não “nóbél”...) da Literatura em 1957
ALBERT CAMUS nasceu em Moldovi na Argélia em 1913 e
morreu em 1960 em França. Inicialmente Existêncialista Sartriano, rompe com
essa linha em 1952 e orienta a sua moral de revolta par a defesa par a defesa de
valor morais e espirituais, fundado na solidariedade sobre os infortúnios... O seu livro “A Queda” (la chute - 1956), revela toda essa angústia da condição humana e
a esperança ou desespero de um novo mundo...
Desse seu livro:
“ além disso , eu era animado por dois sentimentos sinceros: a satisfação de me encontrar do lado bom da barra e um desprezo instintivo pelos juizes em geral. Esse desprezo...//..visto por fora parecia antes uma paixão...//...os juízes são precisos, não acha?No entanto eu não podia compreender que um homem se designasse a si próprio para exercer estas surpreendentes funções. Admitia-o, pois que o via, mas um pouco como admitia os gafanhotos.Com esta diferença...//... eu ganhava a vida dialogando com pessoas que desprezava.Mas, enfim, estava do lado bom, isso bastava para a paz da minha consciência.O sentimento do direito, a satisfação de ter razão...//... Pelo contrário, privar disso os homens é transformá-los em cães raivosos.”
Etiquetas: ALBERT CAMUS
Sábado, Julho 14, 2007
Terça-feira, Julho 10, 2007
Domingo, Julho 01, 2007
Quinta-feira, Junho 28, 2007
Sábado, Junho 16, 2007
comandos fuzilados
http://ultramar.terraweb.biz/Noticia_JCAbreudosSantos_2007_06_02.htm
Etiquetas: comandos
Sexta-feira, Maio 25, 2007
DEUS

Confio em Ti, meu Deus!
Não quero mais nas trevas
Da noite perdido
Ficar horas, dias, meses, anos
Procurando nadas...
A partir de hoje vou
Procurar confiar em Ti,
Ter a Certeza, a Fé,
Não vacilar nunca, de medo!
Outrora Paulo caminhou sobre as águas
Para chegar até Vós.
E disse Cristo porque duvidais, homens
De pouca Fé?”
Meu Deus, eu gostaria de duvidar menos
Cada vez menos, sempre menos,
Até conseguir caminhar sobre as águas
Para chegar até vós , como os apóstolos...
...eu tenho ainda medo...
..eu ainda não tenho Certeza...
.. e a minha Fé ainda é pequena...
...mas Vós sabeis que estou tentando cada vez
com mais força, cada vez com mais vontade,
confiar plenamente em Ti, meu Deus.
Ajudai-me, ajudai-me...
Póvoa de Varzim,9 de Agosto de 1981
renato gomes pereira - in “Caderno Diário”
Quinta-feira, Maio 17, 2007
Maçonaria e verdade

Especialidades e GENERALIDADES CULTURAIS...
A Maçonaria e a Verdade
Saber o que é ou não verdade,
O que é ou não a mentira, e
que distãncia tem uma o
u outra da realidade
é questão a colocar
a toda a Humanidade
O Saber é verdade
mas tal não quer dizer
que a Ignorância também
não o seja
Omitir é também mentir
Ser Maçon pode ser também
crente e ter Deus por Mestre
E as "sacerdotizas" do Templo
podem ser serpentes, pitonizas,
agnísticas e agnósticas
sereias de Perdição e Ignominia
Mamon ou "l'argent",
o virus permanente
contra o ócio merecido
por toda a gente
O deus dinheiro da mentira
do posso quero e mando
que sendo igualmente verdade
omite a verdadeira realidade
da nossa dimensão divina
Quinta-feira, Maio 10, 2007
FOLCLORE

Especialidades e GENERALIDADES CULTURAIS...
Quando a vida corre de feição
tudo flui e evolui
Assim é o acto cultural
assim devia ser a tradição
Em tempos promovemos uma petição
em defesa do Folclore e do Fado
e também das artes artesanais
era no tempo do Forum HSO
Helena Sanches Osório,
Não mais pertence
ao mundo dos vivos
influente saber e
conhecimento
O Folclore a a Cultura ficaram mais pobres
O Jornalismo ficou mais pobre
Portugal e o Mundo perderam
E venceram um abjectos...
..larvares da pseudo sabedoria
de Bolonhas em fasciculos,
dum saber empacotado
pra consumo imediato
Quo vadis Universitas
perdida no Mundo Descartável
sem cultura nem tradição
regressiva e agressiva
Nem conhecimento, nem técnica
nem ética, nem ecléctica
Apenas a gula frenética
Consumismo em dialéctica...
Quarta-feira, Maio 02, 2007
O FORUM POVEIRO


Especialidades e GENERALIDADES CULTURAIS...
PÓVOA DE VARZIM
Etiquetas: forum, póvoa semanario, ´Póvoa de Varzim
Sexta-feira, Abril 27, 2007
Terça-feira, Abril 24, 2007
Quarta-feira, Abril 11, 2007
Chamava-se António Kananguego,


Por duas
Cervejas Cuca
Luanda - Chamava-se António Kananguego, 27 anos de idade e um agente da polícia matou-o ao recusar pagar-lhe o preço da sua mercadoria.
A cena sucedeu sábado passado defronte a IX Esquadra do município de Sambizanga unidade a que pertencia o citado agente) e local onde o finado costuma vender bebidas frescas.
«O moço estava a cobrar o dinheiro de duas Cucas (cervejas desta marca), que são 100 Kwanzas. O polícia não queria dar o dinheiro. Sacou a sua pistola e disparou na cabeça do moço. O moço teve morte de imediato», contou familiar abonado por várias testemunhas oculares.
Segundo o mesmo familiar, o finado era um recém emigrado a Luanda, tendo deixado a esposa em Benguela, sua província de origem. A preocupação agora é levar a notícia ao conhecimento dos familiares que ficaram em Benguela e os encargos do funeral, devido a falta de meios que era minimizado pelo comércio ambulante.
A Ecclesia não conseguiu ainda a versão da ocorrência por parte da Polícia, nem o pronunciamento dos responsáveis da corporação.
Fonte: Apostolado
Terça-feira, Março 27, 2007
Tentação
poesia LXXXII -13-3-1981 Ngola Gomes (Renato)
kwacha! África...Liberdade!
Cedo começam os galos a cantar!
A madrugada quente já desponta...
Levanta irmão chegou ahora...
De manhã o sol brilhará...de novo!
A luz da Luta que guiou um Povo.
Cedo começam os galos a cantar!
A madrugada quente já desponta...
Cá ao longe ouço alegre o batucar...
...o derradeiro combate, a última bazooka.
Quem me dera estar aí...
ao sol raiar...
...no içar da bandeira do galo negro!
cedo começam os galos a cantar!
E as quitandeiras livres correm p´ró mercado,
E os velhos se levantam sem ajuda...
E as meninas pulam e cantam em roda.
O sol Já alto. A faina recomeça...
Com mais força, com mais alegria;
que cedo já cantaram os galos até tarde...
Quem me dera estar aí...
ao sol raiar...
...no coroar de Glória dum Povo!
mandachuva
Terça-feira, Março 20, 2007
Terça-feira, Março 13, 2007
Abuso Policial em Luanda-Viana ?

Especialidades e GENERALIDADES CULTURAIS...
Fonte:http://www.kwacha.net/default11.htm
Fiscais matam a ponta-pés mulher gravida em Viana
Elementos da polícia fiscal violentaram até matar, no dia 7 de Março 07, a senhora que em vida respondia pelo nome de Filomena Luvumbo, que vendia numa das praças no interior do bairro.
De acordo com testemunhas, os fiscais correram atrás da senhora até que a apanharam, tendo-a pontapeado até morrer. Filomena Luvumbo com três meses de gravidez era natural do municipio de Quimbele, província do Uige e mãe de sete (7) filhos que engrossam a longa lista de órfãos.
Depois de morta por volta das 10 horas, o corpo de Filomena permaneceu no local até aproximadamente 19 horas sem possibilidade dos familiares remover o cadáver do seu ente querido o que gerou um mal-estar na área.
A morte dessa cidadã que é mais uma violação flagrante dos direitos humanos ocore no mês de Março- mulher a espera-se que o Ministério da Família e Promoção da Mulher seja capaz de mover um processo contra os agentes da polícia fiscal de Luanda que cometeu o crime, no sentido de que os seus autores seja conduzidos
Etiquetas: morte em Angola
Sexta-feira, Março 09, 2007
A verdade da petição contra os "1050" Anos de Argivai
Exmo Sr Presidente da Junta de Freguesia de Argivai
Assunto: DIREITO DE PETIÇÃO
V.Ref.cia – 16/2003
Data: 18.Março de 2003
Acuso a recepção da Vossa Carta que me foi enviada com A/R. Infelizmente esqueceu-se V. Ex.cia de me enviar o recibo com o carimbo a comprovar a entrega do Original da Petição. Como sabe é fundamental a entrega desse recibo, quanto mais não seja por razões de boa –fé e boas práticas administrativas.
Quanto ao que me apresenta como argumentação para não responder à Petição e considerá-la imperfeita, creio que , salvo melhor opinião, não lhe assiste qualquer razão:
1º - Porque aquela Petição é esclarecedora dos seus objectivos; Basta ler os seus pontos 2, 3 e 4.
a) Melhor explicitando: “Devem ser alteradas de qualquer designação oficial todas as palavras que sugiram ou designem que no ano de 2003 Argivai comemora 1050 anos, seja a que título for”; “ Deve ser combatida eficaz e decididamente toda e qualquer veleidade de afirmação de que Argivai teve origem no ano de 953 depois de Cristo; Devem ser responsabilizados pessoal e colectivamente todos os que pretendam ofuscar e fazer calar aqueles que como nós (plural majestático)se batem pela VERDADE HISTÓRICA.
b) EM suma: que se reponha a razão ( pelas evidencias e objectivos formulados) junto dessa auto intitulada Comissão de Comemoração dos 1050 anos de Argivai, ou dos 1050 anos de História de Argivai...
Tudo isto Meu Caro Presidente, porque entendo que está em causa O Bom Nome da Freguesia de Argivai, a sua Honra e Pergaminhos reais, porque é certo e provado que Argivai não nasceu em 953 ...
Grato pela atenção dispensada e considerando ter esclarecido devidamente V. Ex.cia me subscrevo enviando respeitosos cumprimentos e porque é de Justiça
Aguardando Ansiosamente por Deferimento
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007
Sábado, Fevereiro 24, 2007
Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007
Grande RENATO SAMPAIO
FONTE: JN - Jornal de Noticias
PS avança com o fim do aluguer de contadores

Fernando Timóteo
Consumidores vão passar a pagar apenas o que consomem
Autarcas dizem desconhecer proposta
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
Votar sim ou Não
Os do Sim Voltaram a portar-se mal... De resto os do Não já sabiam que eles se portam sempre mal... Por isso lutaram e bem para que o sim nãopassasse, mas passou.. e infelizmente não foi para o bem dos que votaram sim, pois esses ainda não perceberam que o único mal que fizeram ao votarem sim foi a eles próprios e aos outros obscurecidos que forem na onda deles...Gostei de Ouvir ontem a Edite Estrela e do maior argumento do sim.. "A Modernidade" .. comos se imitar o que se faz de mal lá fora fosse sinal de modernidade...De resto até é mentiro lá fora o aborto ainda é entendido como um mal e não como um bem...como os partidários do Sim quiseram fazer entender...SE o sim Ganhou - como já disse não aceito essa questão de o referendo ser ou não vinculativo... A pergunta foi feita a todos os portugueses do Continente , Açores e Madeira à excepção dos que estão fora do pais, todos foram chamados a votar se o não fizeram foi porque ou não puderam, porrazões que só eles sabem, ou não quiseram...Dos que não quiseram falta saber-lhes o Porquê? E a resposta pode ser muito heterodoxa...Assim 40% dos portugueses que votaram disseram Não e 58% dos que não votaram disseram NIM, o que não é Não nem Sim,...Mas O voto dos que lá foram é que conta, e resulta politicamente a autorização para legislar no sentido da LIBERALIZAÇÃO do ABORTO, o que vem desrespeitar a vontade popular igualmente expressa em 1998 que era no sentido de não o despenalizar...
Em suma o aborto continua a ser crime, excepto se a mulher por sua livre opção o fizer em estabelecimento de saude devidamente autorizado e até á décima semana de gravidez
Ora o crime mantem-se
1º Se a mulher grávida fizer o aborto até à 10ª semana numa abortadeira clandestina?
2º Ou se o fizer após a 10º semana?
3º Ou se não houver livre opção da mulher?
Respeitando-se ambas as vontades populares expressas quer em 1998, quer agora em 2007, e tendo os partidários do sim vociferado contraos argumentos do Não que os acusavam de Liberalização e não de Despenalização, só se pode entender que fora dessas bitolas terá de continuar a ser Crime o aborto, sendo a sua prática tal como lá fora ouma coisa Má e não uma coisa Boa...
A não ser assim algué andou aenganar os Portugueses todos ou a enganar-se, e não foram certamente os partidários do Não...
como diria Raul Solnado
façam o favor de ser felizes...
Um abraço pela Vida
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
Capela do Bom Sucesso - ARGIVAI


Etiquetas: Argivai, Nº Sra do Bom Sucesso, S. Miguel-o-Anjo, Sr dos Milagres
Sexta-feira, Janeiro 26, 2007
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
SIM À VIDA-não ao aborto camuflado de IVG...

Especialidades e GENERALIDADES CULTURAIS...
Referendo: socialistas católicos com cartazes contra o abortoUm grupo de socialistas católicos vai afixar em todo o país cerca de três mil cartazes com o lema «Ser de esquerda é ser pela vida», disse hoje à agência Lusa o dirigente do PS/Barreiro Cláudio Anaia.
Cláudio Anaia adiantou que, além dos cartazes, vão ser impressos dez mil autocolantes, materiais «financiados pelos membros do movimento» de socialista s católicos.
Militante honorário da Juventude Socialista, Cláudio Anaia disse que os membros do seu grupo ainda ponderam se estarão presentes no próximo sábado, no Barreiro, na sessão de arranque do PS para a campanha a favor da despenalização do aborto no referendo de 11 de Fevereiro e que contará com a presença dos dirigentes socialistas Edite Estrela e Jorge Coelho.
«Se estivermos presentes, é para os socialistas católicos marcarem a sua posição nessa sessão», referiu Cláudio Anaia.
No último congresso nacional do PS, que se realizou em Novembro, em Santarém, Cláudio Anaia fez a única intervenção contra a despenalização do aborto.
«Custa-me que o PS entregue à direita a causa do respeito e a defesa pela vida e ande a reboque do Bloco de Esquerda e do PCP», disse o dirigente do PS /Barreiro.
Para Cláudio Anaia, «a esquerda humanista - cuja tradição é precisamente a defesa dos mais débeis e vulneráveis - deveria estar na primeira linha na pr omoção desse valor, em vez de contribuir para a banalização do aborto».
«A banalização do aborto é o triunfo dos mais fortes sobre os mais fracos e indefesos, que são - mais que ninguém - os não nascidos, a quem se nega o seu primeiro direito: o de nascer», acrescentou.
Diário Digital / Lusa
Segunda-feira, Janeiro 01, 2007
A Morte

Quem pode dizer
que um dia
não vai morrer?
A única certeza da Vida
é a Morte...
Vida e Morte
São designios Divinos
Só Deus dá a Vida
e só Deus deve dispôr da Morte...
O Ser Humano não é o Criador
mas sim a Criatura
Cristo Morreu na Cruz
Para salvar a Humanidade...
Só Deus pode ressuscitar os mortos
e dar Vida Nova
"in Ineditos de N'gola Gomes)
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Quarta-feira, Dezembro 20, 2006
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Serenidade
Ó Deus, concedei-me Serenidade
para aceitar as coisas
que não posso modificar,
Coragem para modificar aquelas que posso,
e Sabedoria para perceber a diferença.
Ámen.
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
UM TEXTO SUBLIME...Questão de identidade
Publicado no Primeiro de Janeiro de ontem:
questão da identidade - uma longa praia
André Veríssimo
«Todo o discurso é, qualquer que seja o grau, ligado assim ao mundo. Pois se não falasse do mundo, do que é que falaria?» Correia, Carlos João, Ricoeur e a Expressão Simbólica do Sentido. Braga: Fundação Calouste Gulbenkian Fundação 1999: 460). Textos intrinsecamente polémicos os de Eduardo Lourenço (EL), n’O Labirinto da Saudade. Visando explícita ou implicitamente os diversos tipos de «discurso identitário» que acerca de Portugal existam, O Labirinto da Saudade é percebido, também, como um discurso identitário. (LOURENÇO, Eduardo, O Labirinto da Saudade, Lisboa, Gradiva, 2000 (1ª Ed. 1978)). O que nós somos e não somos. A explicitação de Eduardo Lourenço é paradoxal e problemática. Partindo do ensaio de Eduardo Lourenço “Psicanálise mítica do destino português”, propõe-se a leitura de quatro textos de diegese ficcional portugueses que interpretam e problematizam uma identidade marcada pela “aliança” das imagens: territorial, nacional e a extraterritorial ou mundial, imperial, no mínimo, ibérica. Neste contexto de problematização das questões da identidade navegam também, José Eduardo Agualusa Nação Crioula: correspondência secreta de Fradique Mendes, Lisboa, D. Quixote, 1997., António Lobo Antunes, Os Cus de Judas, Lisboa, D. Quixote, 212001 (1ª ed. 1979)., João Barrento Nelken und Immortellen, Berlim, Tranvia, 1999., Lídia Jorge, A Costa dos Murmúrios, Lisboa, D. Quixote, 1988, José Cardoso, Pires, O Delfim, Lisboa, D. Quixote, 111993 (1ª ed. 1968), José Maria Cameira, A Federação “Frustrada”, Edium Editores, Matosinhos, 2006. Diz numa entrevista EL: “É de crer que por deficiente tradução dos meus pontos de vista, O Labirinto da Saudade se transformou num texto-boomerang como algumas das reacções à obra, na altura em que saiu, o mostraram. O questionamento da identidade portuguesa não fazia parte do meu propósito”. Portanto um certo modelo de tensão essencial entre a visão consciente entre a raiz dos traços da portugalidade e a sua assunção de messiânico destino ou de hiperidentidade. “Quando muito, as versões dos vários discursos sobre Portugal que tinham, em comum, não só serem de carácter ontológico como transcendente ou, pelo menos, destinado a reforçar uma leitura transcendente do destino português”, conclui. Também Isabel Pires de Lima (IPL) em documento por nós acedido electronicamente da faculdade de Filosofia, letras e ciências humanas da Universidade S.Paulo referido de via atlântica n. 1 mar. 1997 - sentencia: “Eduardo Lourenço, um dos mais interessantes ensaístas portugueses da autognose nacional, a defende a ideia de que Portugal não sofre de problemas de identidade mas de hiperidentidade (LOURENÇO, Eduardo. Nós e a Europa ou as duas razões. 3 ed. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1990, p. 10). A experiência de perda – perda historicamente prevista de um império que a estratégia ideológica do regime deposto com a “revolução dos cravos”, em 25 de Abril de 1974, fizera durante cerca de 40 anos crer eterno – foi acentuadamente traumática, o que é tanto mais natural quanto passou pela dolorosa experiência suplementar cerca de quinze anos de guerra colonial (entre 1961 e 1974). Claro que a euforia inicial decorrente da coincidência entre o fim da guerra colonial, a independência das ex-colónias e a nossa própria reconquista da liberdade, escamoteou o trauma, de tal modo que o mesmo Eduardo Lourenço, em 1978, surpreendia-se com o facto único da derrocada do nosso império de quinhentos anos, que parecia essencial à imagem corporal, ética e metafísica de portugueses, ter acabado sem drama” (E.L., O labirinto da saudade. 3 ed. Lisboa: D. Quixote, 1988, p.43). Ora, pensamos que se as vidas mudadas e mutiladas de centenas de milhares de portugueses podem firmar um destino brando e uma autopoiésis gigantesca de reconstrução de modelos de integração no rincão europeu não é senão uma forma de reinvenção de mítico destino ou se quisermos em termos psicanalíticos de sublimação traumática. A sua denegação é impossível. Só por total desconhecimento da história e das suas causas mais fundas podem reimplantar-se literatices patéticas para condicionar a forma de ver a História como uma historieta dualista entre o escrutínio da liberdade e razão e a opressão e a barbárie como se essa condivisão pudesse fazer-se a estadulho e com vendas ideológicas, como tão bem costuma esclarecer o torguiano pensar de João Barroso da Fonte na sua disposição dialógica, como na obra de Torga expressa na sua plenitude a condição portuguesa, no duplo sentido telúrico e humano. Por aí reconhecemos fazer parte de um espaço histórico, científico, telúrico e humanitário. E Torga ele-mesmo: «A pimenta e a cravo das nossas andanças marítimas, e o vinho, o alho e o louro da nossa rotina telúrica, depois de complicadas alquimias, passaram de meros condimentos a puras essências de sabedoria». Miguel Torga, Diário III, p. 88.Diz EL: “A «cegueira» africana não fora uma peripécia entre outras, tinha uma tradição e convidava a rever o nosso presente nesse instante mágico em que com o fim do Império uma certa venda nos caía dos olhos. Nós podíamos, pensava eu então, dizer-nos a verdade sobre nós mesmos, ou pelo menos, tentar perceber como o duplo desastre africano, militar e ético, não era apenas uma aberração ligada a uma certa ideologia, mas a conclusão de um itinerário que merecia ser revisitado”. A aberração desse destino mítico e ou histórico não poderia enquadrar-se com um tempo infinito mas ser percebido na construção dos modelos de continuidade que o desafio de hoje supõe esse esforço por desaparecer numa Europa diferente e próxima. Diz IPL, no mesmo texto: De país multirracial e multicontinental, de povo em diáspora, eis-nos tornados, ou retornados, Europa; (…) Somos um país na cauda das estatísticas? Ou só uma longa praia vagamente despoluída?” E continua IPL ( Ib.): “Somos o país de Fernando Pessoa, esse excêntrico poeta que se desmutiplica em vários? Ou um povo de velhos argonautas que paradoxalmente continua a esperar que um jovem rei, há séculos desaparecido no norte de África em mais uma aventura imperial – D.Sebastião –, atravesse séculos de bruma para cumprir a promessa de um outro poeta visionário – Camões – que para ele anunciara o destino messiânico de ser a Maravilha fatal da nossa idade. Dentro duma divisão histórico-crítica de um lado postulando a herança de Antero de Quental e António Sérgio e do outro a linhagem doutrinária e mitológica de Oliveira Martins que é retomada por José Gil em Portugal Hoje, o medo de Existir — nos relatos e tramas da autopsignose colectiva dos trabalhos de identidade reconstrução por nós e de nós. Com todos os limites que a identidade dum corpo em movimento ou uma identidade dinâmica possibilitam: a articulação de imagens como fabricação do poder ou do poder do sujeito que somos quando desdobramos a ontologia das múltiplas identidades do pensar e da heteronímia em que cabem impossivelmente o negreiro e o judeu, o inquisidor e o descobridor, o “santo” e o poeta, o Abraão Zacuto, isto é o génio das matemáticas, e o Amadeo de Souza Cardoso enorme, etc. A identidade é assim ego-história ou história mítica ou mitologia como arte ou pensamento social que cria e reinventa através dos seus veículos simbólicos ou na expressão de EL: “continuidade e metamorfose, sucessão de «identidades» e sempre, na medida em que Portugal é, ao mesmo tempo, o sujeito e o resultado dessa História, um actor no meio de outros, uma História confrontada com outras Histórias”. E «uns não poderão aquietar-se sem regressar ao lar antigo (tal é o caso de Régio e igualmente o de um António de Sousa e um Nemésio), outros conservarão a nostalgia dele e, mesmo lutando contra o que a sua razão adulta lhes mostra como ilusão, encontram nessa luta a sua razão de ser e muitas vezes lhes acontecerá não saber se os ídolos que guardaram dessa mítica infância não são na verdade imagens transitórias do Deus autêntico.» (Lourenço, Eduardo, Tempo e Poesia. Lisboa: Relógio d’Água, 1987, p. 99). Aqui a divindade pode ter o nome do território que somos e habitamos. Que lugar tem o outro de nós? E se somos um/outro, uma unidade múltipla como podemos preservar a estabilidade dum território como o espaço de uma dimensão unidimensional que não encerra nada de si como uno, diferenciado, único, separado, clausurado, vazio, discreto, monológico, em ruptura…mas múltiplo em si mesmo aberto, crítico, ibérico e mundial como uma conjunto de formas que se interligam, onde domesticam as aparências dum centro de identidade que não está em parte nenhuma e paradoxalmente em todas as partes, com os seus dramas, rupturas, estímulos e sentido, povo e estruturas, poder e decisão de continuidade e de soberania. Neste cruzar de identidades está transversal o tempo como heterogéneo modelador duma instância que nos separa de nós e da nossa corporeidade. Um Portugal visto para além de si dialecticamente negado e por reacção à sua imagem continuamente afirmado tanto mais quanto mais distante. «A diversidade nacional resulta, em boa parte, da forma como se conjugam os vários elementos constitutivos das suas sucessivas expressões históricas» (Mattoso, José, A Identidade Nacional. Lisboa: Gradiva Publicações, Lda, 1998: 6). Entidade agora pluriluiguistica, unificada, com múltiplas heranças fenícia, grega, romana, africana, árabe, visigótica, etc., reinstalando os modelos da globalitarismo americano, a Europa revisita-se como modelo extraterritorial e não-simbólico porque cada vez mais euro-asiática ou euro-africana._________________
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
Terça-feira, Outubro 24, 2006
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
Sexta-feira, Outubro 06, 2006
Sábado, Setembro 30, 2006
Sexta-feira, Setembro 29, 2006
Terça-feira, Setembro 26, 2006
É Lula de Novo com a Força do Povo

http://www.lula13.org.br/img/gra/fotoDestaquePequeno4.gif"
Lula no comício em Porto Alegre (RS). 25/09/2006.
Foto: Ricardo Stuckert
É Lula de novo.. praquê começar tudo do Zero?
http://www.lula13.org.br/img/gra/fotoDestaqueGrande8.gif
Quinta-feira, Setembro 21, 2006
Quarta-feira, Setembro 20, 2006
DEVIL

Especialidades e GENERALIDADES CULTURAIS..
http://edition.cnn.com/2006/WORLD/americas/09/20/chavez.un/index.html
Terça-feira, Setembro 12, 2006
ISAIAS SAMAKUVA -O sucessor de Savimbi
Especialidades e GENERALIDADES CULTURAIS...
ISAIAS SAMAKUVA
O sucessor de Savimbi
http://www.samakuva.com/
http://www.kwacha.net/default11.htm
Etiquetas: SAMAKUVA
Domingo, Setembro 10, 2006
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Segunda-feira, Agosto 21, 2006
Quinta-feira, Agosto 17, 2006
SER OU NÃO PORTUGUÊS...

Foto Revista dos Combatentes
http://petrinus.com.sapo.pt/combatente.htm
AUDACES FORTUNAT JUVAT
por Varela de Matos*
REVISTA DOS COMBATENTES nº 8, Fevereiro/Março 2006. TRADICIONALPRESS, Rua Serpa Pinto, 17 - 3º Esq. 1200 - 443 Lisboa, Tel. : 213421894
O Direito à Nacionalidade Portuguesa
PORTUGUÊS, COMBATENTE, ABANDONADO
"Senhor,Os cavaleiros tende em muita estima,Pois com seu sangue intrépido e fervente... a tão remoto climavos vão servir com passo diligente,Dois inimigos vencem: uns, os vivosE (o que é mais) os trabalhos excessivos"
Lusíadas, Canto X
O poeta escreveu: "A minha Pátria é a Língua Portuguesa ". É verdade. A capacidade de comunicar entre os homens, esse atributo chamado linguagem, com que nos dotou a natureza ou o criador, é o que nos distingue. É a língua, com uma fonética semelhante, com múltiplos sons, sotaques e entoações. É o falar em Português, a Alma da Pátria Portuguesa. No berço originário ou na diáspora.
Mas o que o poeta não disse é que a Pátria é também a "Nossa Terra". A Pátria é a história dos múltiplos combates. Das dores e das alegrias, dos encontros e desencontros. É o palco de tragédias e de comédias, de partidas e de chegadas. É o encontro de culturas. Oito Séculos formaram uma Pátria e uma língua: a Língua Portuguesa. Do Ocidente ao Oriente, de Zénite ao Nadir, de Timor à Amazónia, da África à Europa. Falavam a mesma língua os marinheiros de Cabral e os navegadores que rumaram ao Oriente. Falavam a mesma língua os irmãos Álvares Pereira que se enfrentaram em Aljubarrota; os soldados que na Guerra Civil venceram com D. Pedro e os que se exilaram com D. Miguel. Falavam na língua de Camões os vencidos e os vencedores de todas as revoluções. Os algozes e as vítimas.
Fomos sempre portugueses. Para o bem e para o mal. Para o melhor e para o pior.
Em África travaram dura guerra, Portugueses contra Portugueses. Na mata, na savana e nos pântanos. No ar, no mar ou em terra, caíram homens que falavam a Língua Portuguesa. Novos estados nasceram. São as vicissitudes da História. Com tratados e fronteiras, com constituições e com leis, com órgãos, com Bandeiras e com Hinos. Assim se escreve a História.
Foto Revista dos Combatentes
Porém, uma história de séculos em comum não se apaga ou transforma por decreto. Hoje, separados, continuamos unidos. A nossa Pátria é a Língua Portuguesa. As instituições, sempre avessas a reconhecer esta evidência, colocam entraves, dificuldades, barreiras e obstáculos em reconhecer que são portugueses Os que nunca o deixaram de ser. Fazem-no até ao limite do ridículo, com uma cegueira que é filha da arrogância e uma insensibilidade que é irmã gémea do arbítrio.
Aos Portugueses Combatentes, o Estado Português veda-lhes o reconhecimento do seu mais elementar direito: o de serem Portugueses. Nasceram em Portugal, em chão Português. Neste chão cresceram. Aqui responderam à chamada: Presente!
Ninguém lhes perguntou o credo que professavam, qual era a cor da sua pele.
Sob a Bandeira de Portugal lutaram e foram feridos em combate. Distinguiram-se pela sua bravura, pelo seu valor, pelo seu talento. Serviram Portugal. Honraram a terra que os viu nascer.
A Bandeira ficou mais rubra com o sangue que derramaram. Foram construtores da nossa história recente. Abandonados à sua sorte, muitos pagaram com a vida o abandono a que os votaram. Caíram! No campo da Honra!
Hoje, muitos desses combatentes são sexagenários. Feridos em combate, diminuídos fisicamente, mendigam o pão de cada dia. Da Guiné, de Angola ou de Moçambique aportam à sede do império e esmolam à porta das secretarias burocráticas o direito de serem Portugueses.
Eles, que o foram sempre e o são de corpo inteiro.
Eles derramaram o seu sangue e verteram as suas lágrimas.
Eles foram os Portugueses dos valores. Da lealdade, da honra, do sacrifício e do sentido do dever.
Hoje, o Estado Português, indiferente e sobranceiro, exige-lhes que provem que sabem ler e escrever correctamente a Língua Portuguesa. A Eles, que escreveram páginas inteiras da nossa história recente. Que provem que têm meios de subsistência. A Eles, que tudo fizeram para que a Pátria subsistisse. A Eles, que quando foram postos à prova, Provaram.
Aos órfãos Deles, expõe-nos na Roda do abandono. Terra madrasta para os filhos naturais, que tinha o dever de acolher no seu regaço.
O direito à nacionalidade portuguesa é um direito inalienável dos que nasceram e combateram por Portugal.
As nossas leis tratam de igual modo o que é por natureza desigual.
"O País, ao honrar e dignificar os seus antigos combatentes, honra e dignifica todos aqueles que o servem no presente e no futuro". Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, intervenção em 22 de Abril de 2004.
A distância que vai das palavras aos actos.
A Lei da Nacionalidade (artigo sexto) inviabiliza em concreto a possibilidade de os portugueses combatentes obterem a Nacionalidade Portuguesa.
O artigo sétimo estabelece uma opção alternativa de aquisição de nacionalidade portuguesa. Questiona-se a possibilidade de os combatentes serem abrangidos por esta norma.
Alínea e): "Pode ser concedida a Nacionalidade Portuguesa aos indivíduos que satisfaçam uma das seguintes condições: tenham prestado serviços relevantes ao Estado Português".
Eles à Pátria tudo deram: talento, inteligência, até o tributo da própria vida. Mereciam melhor paga. Todavia, o Estado Português nega-lhes o estatuto de cidadãos nacionais.
A Eles, que falam a língua portuguesa, que nasceram em território português e que derramaram o seu sangue por Portugal.
Será que há serviço mais relevante do que o relevante serviço prestado pelos Portugueses Combatentes?
Pelos vistos há! O Estado que assim os trata concede e reconhece a Nacionalidade Portuguesa a cidadãos originários de outras latitudes.
A alteração legislativa em curso deveria contemplar a situação dos combatentes que durante dezenas de anos integraram o Exército Português. A excepção seria justificada. Sempre os estados distinguiram aqueles que por "obras valorosas"... porém, em Portugal...
"O favor com que mais se acende o engenho Não no dá a Pátria, não, que está metida No gosto da cobiça e na rudeza Duma austera, apagada e vil tristeza"
Lusíadas, Canto X
No ocaso da vida, aos combatentes tem valido a mão fraterna e solidária da Associação de Comandos, para lhes ser reconhecido, pelo direito dos homens, o título de Portugueses que deles é, pelo direito natural.
*Professor UniversitárioAdvogadoDirector da Associação de Comandos
Segunda-feira, Agosto 14, 2006
Sábado, Agosto 12, 2006
M E M Ó R I A S de UM ANGOLANO
FONTE:
http://petrinus.com.sapo.pt/memorias.htm
MEMÓRIAS José Carlos Rodrigues
Entrei hoje casualmente no seu Site e devo dar-lhe parabéns pois está muito bem escrito e documentado com boas fotos.
Em 27 de Outubro de 1975, exactamente da mesma forma e pelos mesmo motivos de todos que vieram nessa altura, o mesmo já depois de independência, enfim também tenho as minha Memórias para descrever e vou fazê-lo quando tiver mais tempo.
Tenho 55 anos de idade, nasci em 1951 e saí de Angola há quase 31 anos. O motivo de lhe mandar este mail, são apenas dois e são os factos que mais marcaram a minha vida: o primeiro, é uma pequena correcção, que de tanto ser repetida em tudo quanto é livro e até documentação oficial, passou a ser verdade, mas a verdade e essa, vivi eu e vi com estes olhos que a terra há-de comer, é que os cubanos chegaram a Angola, não em Outubro mas muito antes, embora já não precisando a data foi em meados de Agosto de 1975, sempre desmentido por todos o canais oficiais da altura e pelo próprio "careca" Rosa Coutinho, que exactamente no dia que os cubanos desembarcaram que foi num sábado, nunca mais esqueço pois foi exactamente em Porto Amboim que eles desembarcaram em solo angolano.
Eu estava na altura em Novo Redondo onde era o chefe da fábrica de algodão do Chingo, estava casado há pouco tempo e vivia numa suite do Hotel Senador na Avenida da Praia.
Imbondeiro (foto do autor)
No dia que fiz um mês de casado em Julho, dia 29, pelas 15 horas da tarde começaram os tiros em Novo Redondo, obrigando a população a resguardar-se durante três longos dias no Palácio do Governo à espera de uma coluna militar portuguesa. Enfim, várias peripécias foram vividas depois disso e acabámos sempre em fuga aos tiros que no Lobito, para onde fomos, quer em Benguela, quer em Nova Lisboa onde fui sozinho porque tinha lá deixado o meu carro a reparar e pintar (uma viagem dramática e cheia de casos onde vi a morte por perto várias vezes).
Mesmo depois disto tudo pensei sempre que sendo angolano deveria ficar na minha terra. Ajudei muita gente a por os caixotes das suas coisas nos barcos do Porto do Lobito, mas nunca pensei vir. Entretanto as coisas acalmaram um pouco em Novo Redondo e eu que tinha prometido e fechar o balanço da empresa onde estava, regressei a Novo Redondo sozinho e fui terminar o que tinha prometido.
Entretanto, como tinha os meus pais e família em Posto Amboim onde nasci, ia aos fim de semana para lá e foi num desses fins de semanada de Agosto quando vim à rua num sábado, vi com os meus olhos todo aquele aparato de militares que se posicionavam de 100 em 100 metros de metralhadoras apontadas às pessoas, e descarregavam e arrancavam de imediato para as frentes de combate de Luanda e Huambo, camiões, carros blindados, tanques e milhares de soldados.
Acredite que ainda hoje vejo e sinto a cena como tal, mais parecendo que estava a ver aqueles filmes da II Guerra Mundial (o material dos cubanos era muito parecido e antiquado).
Fiquei quieto e mudo pois nesse dia perdi a esperança de ficar em Angola e de ver aquela terra evoluir num sentido positivo, convivendo nela toda a sociedade multirracial que ninguém acreditava que existia, mas quem lá esteve sabe que era assim e também sabe que hoje seria um verdadeiro país desenvolvido e com 50 ou 60 milhões de habitantes seria mesmo o maior país de África e um dos maiores do mundo. Mas não deixaram, não quiseram, tiveram medo de mostrar para o resto do mundo que seria possível viveram brancos negros e mestiços todos juntos viverem em ambiente saudável de paz em alegria. Não deixaram!!!
Nesse sábado que parece ontem ainda, cheguei a casa e ouvi na rádio ao almoço exactamente o "careca" (almirante vermelho Rosa Coutinho) dizer aos jornalista: cubanos em Angola?, vocês inventam cada uma? Nem pensar.
Foi nesse dia que disse ao meu pai português da Sertã que estava desde 1917 em Angola sem nunca ter vindo mais a Portugal, pela primeira vez: "Pai isto acabou. Já não vai ter fim e o país está tramado e nós também". Vou arrumar as minhas coisas e vou na ponte aérea, seja o que Deus quiser mas Angola jamais será a minha Angola.
O meu pai que sempre nos dissera vocês são angolanos devem lutar e viver na vossa terra apenas olhou para mim (e ainda hoje choro quando me lembro da sua cara, choro ainda também) pôs-me as mãos em cima dos ombros e disse: "vai filho, tu és novo e ainda tens uma vida pela frente, vai e vai de cabeça levantada".
Eu disse-lhe: "pai vamos todos isto não vai ser nada". E ele disse-me: "eu sou um velho e tenho 75 anos nunca voltei a Portugal também eu não vou agora a mim eles não me fazem mal precisam de mim mas tu vais e não voltamos a falar nisto, vais e tratas amanhã de tudo que precisas".
Nesse sábado chorei sozinho nessa praia de Porto Amboim, olhando para os batelões que descarregavam continuamente o material e os soldados cubanos.
O autor na praia (foto do autor)
É preciso notar que esta costa tinha de praia dum morro ao outro cerca de 6 km. E deste morro ao outro lado que se vê na outra foto da Vila de Porto Amboim até ao morro dos "3caminhos" (?) havia mais de 15 km de praias. Uma verdadeira maravilha da natureza. Também eu eu vi entrar os Cubanos, penso que os primeiros que puseram pé em terras de Angola, em meados de Agosto de 1975. Foi por ali que descarregaram todo o seu material bélico e de imediato avançaram para as frentes dos combates. Não ficaram mais que dois dias em Porto Amboim. Parecendo aquilo que é, este era o 4º. Porto em tonelagens de cargas e descargas de Angola. Por aqui passavam todo o café, algodão, óleo de palma e outros que saíam de Angola e entrava o vinho por exemplo que vinha em barris de madeira. Todos os grandes navios de carga ou mistos da altura paravam aqui, Ambrizete, Ganda, Pátria, Zaire etc. E ficavam à cerca de 300 m da praia, sendo depois o transbordo feito por batelões. Nesses dias trabalhava-se 24 horas sobre 24 horas. Hoje desta bela imagem apenas existe a areia, o morro, o cais embora maltratado e o mar. Tudo o resto da Restinga, o cinema novo que ali foi construído e o campo de desportos de salão, tudo desapareceu engolido pelo mar e pela falta de cuidados. Nada, mesmo nada, desse sítio lindo onde se passaram belos momentos, ali existe mais.
E assim foi. Saí de Angola depois de vários problemas (tive que dormir no meu carro uma semana inteira no Lobito para conseguir pô-lo no último navio de carros que saiu de Angola e no dia 27 de Outro) aterrei no aeroporto de Lisboa com 10.000$00 de Angola e outra de algumas recordações pessoais deixando para trás uma vida que estava no inicio e bem bonita já, mas sobretudo deixando para trás as ilusões, os sonhos, a família, os amigos (muitos deles ou quase todos pretos e mestiços) o coração muito especialmente o espírito, a alma ficou lá e ainda deve andar por lá a vaguear.
Desculpe o tempo que levei a descrever isto mas também um dia terei de descarregar em memórias escritas todas as emoções que ainda estão acumuladas dentro de mim me fazem constantemente sofrer e assim há-de ser até à minha morte.
Mas foi exactamente esse sábado de Agosto e esses cubanos que ainda não estavam em Angola( apenas deviam ser fardas e bonecos de madeira), que decidiram a minha retirada e cortaram aos pedaços o meu coração de angolano.
Portanto não acredite nas datas dos documentos. Acredite que os cubanos chegaram a Porto Amboim a primeira terra de Angola a porem os pés (uns dias depois acho que também desembarcaram na zona do Ambriz e Ambrizete).
Infelizmente tinha fotos deste facto bem como outras colhidas do meu tempo da tropa no comando chefe da Fortaleza de Luanda, mas tudo por lá ficou e alguns desses foram destruídos e roubados em dois controles dos pioneiros (miúdos armados em soldados do MPLA mas que se fosse preciso disparavam sem saber porquê).
Esta é a verdade acredite. Tão verdade que os meus olhos ainda vêem a imagem e verão sempre.
O segundo facto que queria dizer, era apenas a constatação de que provavelmente o 25 de Abril ter sido uma guerra de terrorismo ter acabado em Angola. Entrei para a tropa em 22 de Outubro de 1971 (emocionei-me um bocado depois ao fim destes anos todos vi hoje aqui no seu Site a foto da porta do Regimento do quartel de Nova Lisboa onde fiz a recruta) e depois de um mês de mato onde nada acontecia quase sempre, fui colocado em Luanda na fortaleza como um dos responsáveis da cantina da messe dos oficiais, assistia e dava apoio às reuniões que lá se faziam com as mais altas patentes militares, portuguesas e por vezes também estrangeiras com o general Luz da Cunha na altura e até ao 25 de Abril o Chefe do Estado Maior em Angola.
Além disso também estive destacado alguns meses nos serviços de psicologia na guerra, também lá na fortaleza e embora sem os poder mostrar porque me foram destruídos, tive várias vezes na mão cópias dos mapas do controle do terrorismo, cartas das organizações que apoiavam os movimento turras e outros documentos e posso afirmar sem dúvidas que em 74 não havia qualquer zona (repito qualquer zona) do território angolano ocupado por qualquer movimento (UNITA, MPLA, FNLA ou qualquer outro) e também esses movimentos já não tinham apoios de armas apenas de medicamentos, cobertores e mantimentos que lhes eram dados pelos americanos, russos, suecos noruegueses e outros países que pela democracia os apoiavam.
Portanto já não havia guerra. Os movimentos estavam dominados e passavam fome, apenas fazer combates de emboscadas e fuga em algumas zonas do Leste de Angola (aliás quem os viu entrar em Angola depois do 25 de Abril) sabe muito bem como eles se apresentaram, esfarrapados, esfomeados e com uma maioria de canhangulos tendo apenas o FNLA que recrutou zairenses e recebeu fardas novinhas bem com metralhadoras que ainda brilhavam. Lembra-se disso com certeza.
Ora bem não havendo guerra em Angola, a paz interessava a quem? E sem guerra como seria as fortunas que os nossos militaras (alguns claro) fizeram. Então não havia luta a altura mais indicada para o 25 de Abril. Um dia veremos alguns destes valorosos e briosos heróis, como Soares, Otelo Saraiva & Cª entrar a história deste 25 de Abril. Agora não me venham é a dizer que se perdeu a Guerra em Angola por isso é a mentira mais infame que se poderá contar e pelos menos a memória





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